Uma nova rota marítima semanal vai ampliar as opções de transporte de contêineres entre a Ásia e o Brasil. Operado pela Hapag-Lloyd e pela ZIM, o serviço conectará diretamente importantes portos chineses a terminais das regiões Sul e Sudeste do país.
A rota terá início em Xangai, seguindo por Ningbo, Xiamen, Hong Kong e Yantian. No Brasil, a primeira escala será em Rio Grande (RS), seguida por Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Santos (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
A primeira saída no sentido Ásia–Brasil estava prevista para 14 de setembro, a partir de Xangai. No sentido contrário, a primeira partida de Rio Grande está programada para 21 de outubro. Os serviços AS2 e ASE, que já atendem esse mercado, continuarão operando.
Um dos diferenciais da nova rota é a escala direta em Xiamen, importante polo industrial e exportador da China. Para cargas originadas nesse porto, o serviço elimina a necessidade de transbordo, reduzindo etapas no transporte até o Brasil.
A escolha de Rio Grande como primeira escala sul-americana também favorece as cargas destinadas ao Sul do país. O porto funcionará ainda como ponto de conexão com os mercados da região do Rio da Prata, incluindo Argentina e Uruguai.
Para importadores e exportadores brasileiros, a entrada de mais um serviço regular significa maior oferta de alternativas para embarques entre Brasil e Ásia, em um momento no qual disponibilidade de espaço, alterações de schedules e custos dos fretes têm exigido atenção no planejamento logístico.
A nova rota também amplia a cobertura dos principais polos portuários chineses e brasileiros. A opção de mais um serviço pode permitir às empresas comparar frequências, transit times, disponibilidade de espaço e custos antes de definir a programação de seus embarques. Ao mesmo tempo, os benefícios dependerão do desempenho efetivo da rota após o início das operações. Regularidade das escalas, cumprimento dos schedules e disponibilidade de capacidade serão determinantes para que a nova conexão se traduza em maior previsibilidade para quem movimenta cargas entre os dois mercados.
