O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu na última semana o protocolo para que empresas impactadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos solicitem crédito dentro do plano Brasil Soberano.
O primeiro passo é verificar a elegibilidade no site do BNDES, utilizando certificado digital via GOV.BR. O sistema informa se a empresa está apta e quais soluções do programa podem ser acessadas. Com essas informações, as companhias devem procurar os bancos com os quais já mantêm relacionamento. Grandes empresas também podem solicitar diretamente ao BNDES.
A exigência principal é a manutenção dos empregos para a economia continuar crescendo. O plano prevê R$ 40 bilhões em crédito, sendo R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do próprio banco. Os recursos podem ser usados em capital de giro, adaptação da atividade produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.
As linhas de crédito do FGE atendem empresas de todos os portes que tenham registrado exportações de bens impactados pelas tarifas equivalentes a pelo menos 5% do faturamento bruto entre julho de 2024 e junho de 2025. Já os recursos do BNDES estarão disponíveis a qualquer empresa que tenha produtos atingidos pelas tarifas, independentemente do peso no faturamento.
No total, são seis linhas de crédito:
- FGE (R$ 30 bilhões): Capital de Giro, Giro Diversificação, Bens de Capital e Investimentos;
- BNDES (R$ 10 bilhões): Capital de Giro Emergencial e Capital de Giro Diversificação.
Com isso, o governo busca preservar empregos, garantir liquidez às empresas e estimular a diversificação de mercados diante das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

