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Nevoeiro volta a interromper o tráfego de navios no Porto de Santos e reforça o impacto das condições meteorológicas sobre a logística e a previsibilidade das operações

As condições climáticas voltaram a interferir nas operações do Porto de Santos nesta semana. Um forte nevoeiro reduziu a visibilidade para menos de 500 metros e levou à interrupção temporária do tráfego de navios na última terça-feira (18). Ocorrências meteorológicas vêm provocando com frequência restrições e ajustes nas operações do maior porto da América Latina.

A interferência de fenômenos climáticos nas operações portuárias e nas cadeias de suprimentos chama atenção por ser uma variável que tem se tornado cada vez mais relevante para o planejamento logístico. Nevoeiros intensos, chuvas, ventos fortes e ressacas podem limitar ou interromper a movimentação de embarcações, afetando atracações, desatracações e a programação dos navios. Em um complexo da dimensão do Porto de Santos, interrupções mesmo que temporárias podem exigir ajustes posteriores para reorganizar o fluxo operacional.

Para importadores e exportadores, eventos meteorológicos acrescentam uma camada de imprevisibilidade que nem sempre pode ser eliminada pelo planejamento. O fechamento temporário de um porto pode alterar janelas de atracação, ETAs e ETDs e provocar ajustes nas conexões seguintes da cadeia logística.

A recorrência desse tipo de evento reforça a necessidade de incorporar as condições climáticas à gestão de riscos das operações internacionais. Monitoramento meteorológico, acompanhamento dos embarques, margens de segurança nos prazos e planos de contingência ganham importância principalmente em cadeias que trabalham com estoques reduzidos ou compromissos rígidos de entrega.

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