NEWS

Ásia x Brasil: congestionamentos, falta de espaço e alta dos fretes pressionam o comércio exterior

O cenário logístico entre Ásia e Brasil voltou a exigir atenção de importadores e exportadores. Portos como Shanghai, Ningbo e Qingdao enfrentam congestionamentos, redução de escalas, cancelamentos de viagens (blank sailings) e escassez de espaço nos navios.

Hoje, por exemplo, o tempo de espera para atracação em Shanghai já chega a aproximadamente sete dias, afetando a programação das embarcações e aumentando a imprevisibilidade das operações.

Como consequência, os armadores voltaram a anunciar novos aumentos gerais de frete (GRI), impulsionados não necessariamente por um aumento da demanda, mas pelos gargalos operacionais e pela limitação da oferta de espaço. Algumas companhias já confirmaram reajustes para agosto.

Além da alta dos fretes, o mercado também convive com atrasos nos cronogramas dos navios; cancelamento de escalas (blank sailings); baixa disponibilidade de contêineres e equipamentos em diversos portos asiáticos; dificuldade para garantir espaço nas primeiras semanas de agosto.

Há, porém, uma perspectiva de melhora no médio prazo. A entrada de navios com maior capacidade por parte de alguns armadores podem ampliar a oferta de espaço e contribuir para uma acomodação gradual das tarifas nas próximas semanas.
É o que a gente vem falando: empresas que atuam no comércio exterior precisam monitorar continuamente a disponibilidade de espaço, os cronogramas das companhias marítimas e as condições operacionais dos principais portos. Diante de um cenário que muda o tempo todo, planejamento e acompanhamento constante fazem diferença para reduzir atrasos, custos extras e impactos na cadeia de suprimentos.

Compartilhe:

Outras Notícias