A implementação do Acordo Mercosul-União Europeia trouxe à tona um ponto cada vez mais relevante para empresas que atuam no mercado internacional: a competitividade não depende apenas da redução de tarifas, mas também da qualidade dos processos regulatórios.
A redução ou eliminação de tarifas prevista nos acordos comerciais não ocorre automaticamente e representa apenas uma parte dos benefícios previstos pelo acordo, aspectos como certificações, inspeções, requisitos técnicos e procedimentos administrativos têm impacto direto sobre os custos e a eficiência das operações internacionais. O acesso aos benefícios depende do cumprimento de requisitos regulatórios, da rastreabilidade dos produtos e da correta comprovação de origem das mercadorias exportadas. O recente aumento na emissão de Certificados de Origem observado em diferentes regiões do país reforça isso.
O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor em 1º de maio e reúne um mercado de aproximadamente 718 milhões de consumidores, distribuídos em 31 países. Estimativas do MDIC apontam impactos positivos de longo prazo para a economia brasileira, incluindo crescimento das exportações, aumento dos investimentos e expansão do comércio entre os blocos. No entanto, especialistas destacam que o aproveitamento pleno dessas oportunidades dependerá da capacidade de transformar compromissos internacionais em procedimentos mais simples, previsíveis e eficientes.
Temas como harmonização regulatória, cooperação entre órgãos públicos, transparência e digitalização de processos ganham ainda mais relevância. À medida que as barreiras tarifárias diminuem, fatores relacionados à conformidade regulatória passam a influenciar de forma mais direta a competitividade das empresas.
A entrada em vigor do acordo amplia oportunidades para empresas brasileiras, mas o acesso a mercados é apenas parte da equação. A capacidade de atender requisitos regulatórios, reduzir burocracias e aumentar a previsibilidade das operações torna-se cada vez mais estratégica para empresas que desejam ampliar sua presença internacional.
Como sua empresa está se preparando para atender às exigências regulatórias dos mercados internacionais?

