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Brasil e Coreia do Sul firmam parcerias estratégicas de R$ 1,1 bilhão na área da saúde

O Ministério da Saúde anunciou, durante missão oficial à Coreia do Sul, a assinatura de três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) voltadas à produção nacional dos medicamentos bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte.

O investimento estimado é de até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano, com foco em transferência de tecnologia e internalização da fabricação no Brasil.

O que muda na prática?

As PDPs fortalecem a soberania produtiva do país, reduzem vulnerabilidades do SUS frente a oscilações do mercado internacional e ampliam o acesso da população a terapias de alto custo, especialmente em oncologia, doenças raras e oftalmologia.

Entre os destaques:

    • Produção nacional de medicamentos biológicos estratégicos
    • Transferência tecnológica com participação da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e da Fundação Baiana de Pesquisa
    • Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma)
    • Parceria com a biofarmacêutica sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltd.
    • Expansão da produção nacional de medicamentos para câncer, doenças raras e degeneração macular

Cooperação em inovação e diagnóstico

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também firmou alianças estratégicas com empresas sul-coreanas como Optolane Technologies, GenBody e Green Cross Corporation (GC Pharma).

Os acordos abrangem:

    • Transferência de tecnologia para testes diagnósticos (PCR em tempo real, PCR digital e testes rápidos)
    • Desenvolvimento de tecnologias Point of Care (POC)
    • Ampliação da capacidade nacional de resposta a doenças como dengue, tuberculose, HIV, malária e arboviroses

Agenda estratégica

Além das PDPs, foi firmado Memorando de Entendimento entre os Ministérios da Saúde dos dois países, ampliando a cooperação em:

  • Saúde digital e hospitais inteligentes

  • Inovação biomédica e farmacêutica

  • Resiliência dos sistemas de saúde frente às mudanças climáticas

  • Fortalecimento da produção e inovação em tecnologias estratégicas

No contexto internacional, a iniciativa também dialoga com a Coalizão para Produção, Inovação e Acesso a Tecnologias em Saúde criada durante a presidência brasileira do G20.

Impacto estratégico:

As parcerias sinalizam uma política industrial em saúde mais robusta, com foco em transferência tecnológica, previsibilidade regulatória e fortalecimento da base produtiva nacional — elementos centrais para reduzir dependência externa e ampliar competitividade.

Se sua empresa atua em comércio exterior, saúde, biofarmacêutico ou cadeias globais de tecnologia, este movimento merece acompanhamento atento.

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