O Brasil voltou a ganhar destaque internacional ao apresentar, durante a revisão do Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em Genebra, os resultados da modernização promovida pelo Portal Único de Comércio Exterior e por outras iniciativas voltadas à simplificação das operações de importação e exportação. O foco das discussões esteve em medidas capazes de reduzir burocracias, custos operacionais e prazos de liberação de mercadorias.
Nos últimos anos, o Brasil vem implementando uma agenda de digitalização e integração de processos que tem transformado a forma como empresas operam. Um dos principais destaques é a integração de 17 órgãos intervenientes ao Portal Único, permitindo que procedimentos antes realizados em diferentes sistemas sejam executados em um único ambiente digital.
Outras iniciativas apresentadas incluem o Pagamento Centralizado de Comércio Exterior, as Licenças Flex, o despacho antecipado de mercadorias e a ampliação do uso de modelos de monitoramento baseados em gestão de risco. Essas medidas vêm reduzindo etapas burocráticas, aumentando a previsibilidade e acelerando a liberação de cargas. Com isso, os resultados já começaram a aparecer. Segundo dados apresentados pelo governo, o Portal Único passou a processar mais da metade das importações brasileiras em fevereiro de 2026, gerando redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas nos portos. Em alguns processos específicos, como o despacho realizado durante o trânsito marítimo da carga, a redução pode chegar a cerca de 70% no tempo entre a chegada da mercadoria e sua entrega ao importador.
Mais um dado relevante é a estimativa de economia superior a R$ 40 bilhões anuais para o setor privado quando a implementação do programa estiver concluída. A redução de custos logísticos e administrativos, aliada ao aumento da eficiência operacional, tende a fortalecer a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
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