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Porto de Santos sob pressão: como reduzir os riscos para a operação?

Os gargalos enfrentados pelo Porto de Santos afetam para além dos terminais, armadores e transportadores. Para quem importa ou exporta, alterações de escalas, atrasos na atracação e mudanças na programação podem desencadear efeitos em diferentes etapas da operação, da armazenagem ao cumprimento de contratos com clientes.

O momento chama atenção para uma questão que vai além da infraestrutura portuária: como as empresas estão se preparando para lidar com imprevistos logísticos?

Diante do atraso de uma carga, os impactos podem envolver custos adicionais, necessidade de reorganizar o transporte terrestre, renegociação de prazos e até conflitos sobre responsabilidades contratuais. Por isso, planejamento logístico e gestão de riscos precisam caminhar juntos.

Revisar contratos, definir responsabilidades, acompanhar os embarques de forma próxima e estabelecer procedimentos para situações excepcionais são medidas que ajudam a reduzir a necessidade de tomar decisões sob pressão quando um problema já está instalado.

Também ganha importância a integração entre as equipes de comércio exterior, supply chain, financeiro e jurídico. Quanto mais claras estiverem as responsabilidades e as alternativas disponíveis diante de um imprevisto, maior será a capacidade da empresa de responder rapidamente e limitar seus impactos.

Os gargalos logísticos nem sempre podem ser evitados. A forma como eles afetam a operação, porém, também depende do quanto a empresa se preparou para enfrentá-los. Sua empresa tem um plano para quando a programação logística não acontece como previsto?

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