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Reforma Tributária exige planejamento para preservar a competitividade no comércio exterior

A implementação da Reforma Tributária já mobiliza empresas que atuam no comércio exterior e exige uma preparação antecipada para minimizar impactos sobre custos, fluxo de caixa e competitividade. Com um período de transição previsto até 2033, o novo modelo altera a tributação sobre o consumo, a gestão de créditos tributários, os regimes aduaneiros e os incentivos fiscais, tornando necessária a revisão de processos internos em diferentes áreas das organizações.

A mudança vai além das rotinas fiscais e deve envolver setores como compras, jurídico, financeiro, logística, tecnologia e contabilidade. A convivência entre o sistema atual e o novo modelo tributário ao longo dos próximos anos exigirá acompanhamento constante das operações e adaptação gradual de contratos, políticas comerciais e sistemas internos.

Alterações na recuperação de créditos tributários, nos regimes aduaneiros especiais e nos Tratamentos Tributários Diferenciados (TTDs) podem afetar diretamente a competitividade da indústria. Entre os principais desafios está a redução gradual da relevância dos incentivos fiscais estaduais, o que deve levar empresas a reavaliar estratégias tributárias e operacionais durante a transição.

O cronograma da reforma prevê 2026 como ano de testes, com aplicação simbólica da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Em 2027 entram em vigor a CBS e o Imposto Seletivo, com a extinção do PIS e da Cofins. Entre 2029 e 2032, os sistemas antigo e novo coexistirão, com redução gradual do ICMS e do ISS, até a conclusão da transição em 2033.

Atenção: a reforma exige planejamento estratégico. Empresas que iniciarem esse processo com antecedência terão melhores condições de adaptar suas operações, reduzir riscos fiscais e manter a competitividade em um ambiente de negócios em transformação.

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