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Reta final da migração para a DUIMP: o que muda e como se preparar

O Brasil entra na fase decisiva da migração para o novo modelo de importação. A partir deste semestre, todas as operações terrestres e aquelas realizadas sob o regime da Zona Franca de Manaus (ZFM) deverão obrigatoriamente utilizar a Declaração Única de Importação (DUIMP), em substituição ao antigo sistema Siscomex LI/DI, que será desativado de forma definitiva.

Desde outubro de 2024, a DUIMP vem sendo adotada como parte da modernização do comércio exterior brasileiro. Mais do que uma mudança tecnológica, ela altera de forma estrutural os sistemas, os processos e até a rotina das pessoas envolvidas. O novo modelo exige maior organização, precisão nas informações e integração de dados, consolidando uma nova cultura nas operações de importação.

O que já está valendo

  • Julho a setembro de 2025: importações via modal terrestre passam a operar exclusivamente pela DUIMP e LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos).

  • Outubro a dezembro de 2025: a obrigatoriedade atinge as operações da Zona Franca de Manaus.
    Após esses prazos, o sistema antigo deixará de aceitar registros.

Como garantir uma transição sem gargalos

Para evitar atrasos ou penalidades, as empresas precisam se adaptar em quatro frentes estratégicas:

  • Integração tecnológica: ERPs e sistemas internos devem estar homologados e integrados ao Portal Único via API.

  • Catálogo de Produtos: cada item importado precisa estar previamente cadastrado e validado, com atenção especial à classificação fiscal e aos atributos.

  • Capacitação de equipes: treinamentos práticos e simulações garantem maior segurança nos novos fluxos.

  • Compliance reforçado: a análise conjunta de órgãos anuentes exige informações precisas e consistentes para evitar bloqueios.

Tecnologia como aliada

Automação e inteligência de dados reduzem erros e agilizam processos. O uso de alertas do Portal Único de Comércio Exterior e o acompanhamento constante das Notícias Siscomex são medidas essenciais para manter-se atualizado. Consultorias especializadas também podem apoiar a adaptação às novas exigências.

Na reta final da migração, informação e preparo são os pilares para transformar a mudança em vantagem competitiva, um diferencial indispensável em um setor tão dinâmico quanto o comércio exterior.

 

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